Planejamento Familiar









Gravidez na Adolescência

A adolescência é a passagem da infância para a vida adulta, nesse momento os hormônios estão à flor da pele, as descobertas estão acontecendo e há a sensação de que tudo é definitivo. E é nessa fase que muitos adolescentes se vêem na situação difícil de serem pais precocemente. É considerada precoce a gravidez que ocorre até aos 21 anos onde a pessoa ainda está em fase de desenvolvimento.

Adolescência
A gravidez na adolescência é resultado da banalização do ato sexual juntamente com a falta de limites. Os adolescentes enfrentam muita pressão para começar sua vida sexual, como se a virgindade fosse sinônimo de infantilidade e caretice. Mesmo com tanta informação disponível a gravidez precoce é muito frequente. Uma porcentagem muito grande de adolescentes engravida nos primeiros anos de vida sexual.

Os adolescentes ainda não estão preparados psicologicamente e fisicamente para tamanha responsabilidade. Acabam tomando um susto e não sabem a quem recorrer e muitas vezes acabam procurando métodos abortivos para se livrarem do problema.

Os jovens de hoje, apesar de toda a liberação sexual que há, são filhos de pais reprimidos sexualmente e que vieram de uma geração cheia de tabus. Por não abordarem esse tema de forma conveniente, os pais acabam sabendo da vida sexual dos seus filhos somente quando a gravidez já ocorreu.

Também acontece das adolescentes engravidarem de propósito, por serem sonhadoras e acharem que irão "segurar" o parceiro e que vão ficar com ele pelo resto da vida. Muitas vezes se vêem desiludidas quando o parceiro não assume a criança ou não ficam com elas. Para muitas adolescentes a gravidez é uma forma de ascensão social e de receber mais atenção e mimos das pessoas. Isso acontece por ingenuidade e falta de perspectiva de vida. Alguns colégios adotaram um programa de conscientização dos adolescentes, ensinando além da educação sexual, a enxergarem o futuro brilhante que eles podem ter pela frente, que seria interrompido ou adiado caso se tornem pais precocemente. Essa medida está sendo muito bem recebida e dando muitos resultados. Escolas que adotam esses métodos tem conseguido diminuir os casos de gravidez precoce.

Para as que já estão grávidas um acompanhamento pré-natal eficiente é muito indicado. Do ponto de vista biológico a gravidez precoce é de alto risco. Entre os problemas físicos que podem acontecer estão o aborto espontâneo, a hipertensão e a anemia, o que pode causar partos prematuros, bebês com baixo peso e cesáreas. A adolescente poderá apresentar também problemas psicológicos e em alguns casos a adolescente nega a gravidez e rejeita o recém nascido.

Recém Nascido
A gravidez precoce já existe há muito tempo, antigamente as mulheres se casavam muito cedo e engravidavam cedo, mas sua função era gerar filhos e cuidar da família, muitas nem sabiam ler. Hoje o papel social da mulher mudou, ela não é mais vista como reprodutora, mas sim como uma mulher que deve estudar e ser bem sucedida.

Uma pesquisa aponta que o contexto familiar é muito importante na educação sexual dos filhos. A maioria das adolescentes que engravidam precocemente vem de famílias cujas mães também engravidaram muito cedo.

Não podemos atribuir a gravidez precoce apenas as moças, os rapazes apesar de não carregarem a criança no ventre, têm responsabilidades iguais, pois as mulheres não têm condições de conceber os filhos sozinhas.

A reação dos rapazes diante da gravidez da companheira é bastante variável. Há aqueles que negam completamente a paternidade, não querem assumir a criança e a mãe, não querem ter nenhum vínculo com elas e se recusam a assumir a responsabilidade. Outros gostam da situação como que se a gravidez da parceira provasse para todos a sua virilidade. Planejam a gravidez junto com a parceira como forma de forçar os pais a aceitarem um namoro que não era aceito anteriormente.

Quando uma filha aparece grávida em casa, muitos pais têm como reação expulsar a filha grávida de casa, ou forçar um casamento. Esse não é o momento para esse tipo de punição e o casamento não é garantia de que se tornarão responsáveis. Alguns casais resolvem morar juntos por conta própria, mas o mais comum é que o rapaz assuma a criança e a moça continue vivendo na casa dos pais.